Fim do defeso da sardinha: sua linha está preparada para a retomada?


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Fim do defeso da sardinha: sua linha está preparada para a retomada?

 

O período de defeso muda temporariamente a dinâmica das operações ligadas à sardinha-verdadeira. Entretanto, para a indústria, os meses de interrupção da captura também podem funcionar como uma janela importante para avaliar o que precisa estar pronto quando a atividade for retomada.

 

Afinal, capacidade produtiva não deve ser analisada somente quando a demanda volta a crescer. Quando a produção já está acontecendo, qualquer limitação na linha pode resultar em acúmulos, esperas entre etapas e dificuldade para alcançar a capacidade esperada.

 

Dessa forma, antecipar essa análise permite chegar ao fim do período com uma visão mais clara da estrutura disponível e das possíveis necessidades da operação.

 

Quando termina o defeso da sardinha-verdadeira?

 

A captura da sardinha-verdadeira (Sardinella brasiliensis) fica proibida anualmente entre 1º de outubro e 28 de fevereiro na área compreendida entre o Cabo de São Tomé, no Rio de Janeiro, e o Cabo de Santa Marta, em Santa Catarina.

 

A regra está prevista na Instrução Normativa SAP/MAPA nº 18, de 10 de junho de 2020. O Ministério da Pesca e Aquicultura também informa que atividades como armazenamento, comercialização, beneficiamento e industrialização podem ocorrer durante o período em condições específicas relacionadas à declaração de estoque.

 

Portanto, considerando a temporada 2026/2027, o período iniciado em outubro segue até 28 de fevereiro de 2027.

 

Para a indústria que trabalha diretamente com esse pescado, essa data merece atenção também do ponto de vista produtivo.

 

O fim do defeso começa a ser preparado antes da retomada

 

Esperar a captura ser retomada para descobrir se a linha consegue atender à necessidade produtiva pode colocar a operação diante de limitações que poderiam ter sido avaliadas com antecedência.

 

Nesse intervalo, vale observar como a estrutura está dimensionada hoje. Qual volume a linha consegue processar? Existem etapas com capacidades diferentes? Há pontos em que o produto costuma acumular? Determinadas operações ainda dependem de um volume elevado de intervenção manual?

 

Essas perguntas ajudam a transformar o período de menor atividade em uma oportunidade de análise.

 

Além disso, a capacidade desejada para o próximo ciclo pode não ser a mesma do período anterior. Mudanças de demanda, objetivos comerciais ou alterações na própria operação podem exigir outra configuração produtiva.

 

Nesse cenário, olhar apenas para um equipamento isolado não oferece uma visão completa. A capacidade da linha depende da relação entre as diferentes etapas do processamento.

 

Onde a linha pode limitar a capacidade produtiva?

 

Uma operação pode possuir equipamentos com boa capacidade individual e, ainda assim, apresentar limitações no resultado final.

 

Isso acontece porque cada etapa recebe o produto da anterior e precisa entregá-lo à seguinte. Se uma delas processa um volume menor, esse ponto pode gerar acúmulo. Em outra situação, uma etapa pode permanecer em espera porque não recebe produto na quantidade necessária.

 

Consequentemente, avaliar a retomada envolve observar o processo de forma integrada: entrada da matéria-prima, processamento, movimentação entre etapas e saída do produto processado.

 

Também é importante considerar a equipe disponível, as condições dos equipamentos e possíveis necessidades de manutenção. Se alguma adequação for necessária, identificá-la antes da retomada amplia o tempo disponível para planejar a mudança.

 

Automação também entra nessa análise

 

Dependendo da configuração da planta, uma das possibilidades é avaliar etapas que podem ser automatizadas ou integradas de outra forma à linha.

 

A Brusinox possui, por exemplo, uma Evisceradora de Sardinhas desenvolvida para realizar automaticamente o corte de cabeças e caudas e a evisceração. Segundo as informações técnicas da própria Brusinox, o equipamento foi projetado para operações que demandam alta produtividade e pode ser integrado à linha automática de fluxo contínuo.

 

Isso não significa que toda operação precise da mesma solução. A necessidade depende do volume, da configuração atual da planta, da capacidade pretendida e das demais etapas existentes.

 

Justamente por essa razão, o primeiro passo não é escolher um equipamento. É compreender onde a operação está hoje e o que ela precisará entregar quando a atividade for retomada.

 

Preparar a capacidade produtiva é antecipar decisões

 

O fim do defeso tem uma data conhecida. As necessidades da operação, porém, precisam ser identificadas individualmente.

 

Ao utilizar esse período para analisar capacidade, integração entre equipamentos, estrutura disponível e possíveis limitações, a indústria consegue chegar à retomada com decisões já encaminhadas.

 

Assim, quando a sardinha voltar à linha, a atenção pode estar concentrada na produção, e não na descoberta de gargalos que poderiam ter sido identificados meses antes.

 

Sua linha estará preparada para a retomada?

 

A Brusinox desenvolve soluções para o processamento industrial de pescado considerando as características e as necessidades de cada operação.

 

Se a sua empresa está avaliando capacidade produtiva, automação ou adequações para o próximo ciclo da sardinha, fale com a equipe Brusinox e analise as possibilidades para a sua linha.

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