Tendências para o Mercado de Pescados

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) relatou algumas tendências para o mercado de pescados na pós-pandemia em uma transmissão pelas plataformas digitais na última terça-feira, dia 1º de setembro. No evento, foram apresentadas informações sobre a produção e o mercado de pesca e aquicultura, áreas bastante afetadas com o fechamento de restaurantes por conta do novo Coronavírus.

O presidente da Comissão Nacional de Aquicultura da CNA, Eduardo Ono, acredita que a pandemia mudou os hábitos dos consumidores, pois eles começaram a preparar refeições em casa. Por isso, é necessário e muito válido, observar essa oportunidade de mercado.

Apesar de em algumas regiões o pescado ser preparado em casa, nos grandes centros, era muito comum ele ser consumido fora de casa. Mas com a chegada da pandemia e de todo o distanciamento social, é importante pensar em alternativas para o estímulo do consumo e as facilidades do preparo.

Na visão do diretor titular da Divisão da Cadeia Produtiva da Pesca e Aquicultura do Departamento do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) Roberto Imai, as pessoas mudaram seus hábitos e comportamentos na pandemia, passaram a buscar alimentos mais saudáveis e a praticar mais a sustentabilidade, além de aumentar o consumo dos produtos locais. Ele ainda afirma que “a partir desse cenário é necessário pensar em estratégias para buscar um crescimento sustentável do setor de pesca e da aquicultura. Uma delas é organização setorial para ajudar na elaboração de políticas públicas, busca de novos mercados e o incentivo ao consumo desses produtos.”

Ainda durante a live, a diretora presidente da Associação de Maricultores do Sul da Ilha (AMASI) Tatiana Cunha, apresentou os desafios dos produtores de mariscos e moluscos de Florianópolis, com a redução de até 60% na próxima safra de ostras, pois além da pandemia, houve o ciclone bomba que atingiu o estado. Também ponderou que o aumento no custo com transporte é mais um fator que impacta a área de maricultura e limita o envio para alguns estados, por exemplo.

Fonte: CNA Brasil