Curativo com pele de tilápia, desenvolvido no Brasil, será enviado ao espaço pela NASA

Amostras do curativo passarão por testes no espaço para analisar se sofrem alterações nas suas estruturas e propriedades. 

Os estudos sobre o uso da pele de tilápia como curativo em casos de queimaduras iniciou no Núcleo de Pesquisa e Desenvolvimento em Medicamentos (NPDM), da Universidade Federal do Ceará, sob a coordenação do pesquisador Odorico Moraes. 

O curativo com a pele de tilápia apresenta benefícios em relação ao método tradicional, que é feito com o uso de gaze, entre eles, menor risco de infecção, pois uma vez colocado o curativo sob a queimadura, este fica até o final da cicatrização, o que leva em torno de 10 dias, sem precisar trocar diariamente. 

Além disso, a pele da tilápia contém grandes quantidades de colágeno tipo 1, o dobro da quantidade encontrada na pele humana, o que facilita e contribui para o processo de cicatrização. Também, a pele de tilápia tem alta resistência à quebra e muita umidade, características perfeitas para um curativo. 

Além do uso como curativo para casos de queimaduras em corpos humanos, a pele de tilápia foi usada para curar queimaduras de ursos na Califórnia e também foi usada  com sucesso em cirurgias ginecológicas.

Agora, amostras do curativo com pele de tilápia serão enviadas pela Agência Espacial Norte-americana (NASA) para o espaço para passar por testes em órbita.

A ação faz parte do projeto Cubes in Space (Cubos no Espaço) e busca analisar como a pele de tilápia se comporta nas diferentes condições de pressão atmosférica, radiação e gravidade. 

Os pesquisadores esperam que com as análises dos testes feitos no espaço, as amostras possam fornecer informações importantes dos possíveis usos da pele de tilápia, como por exemplo, para usos em próteses internas no corpo humano. 

Fonte: Portal G1